terça-feira, 18 de maio de 2010

Muros e grades - H. Gessinger


Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre as sombras, entre as sobras da nossa escassez
Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre cobras, entre escombros da nossa solidez
Nas grandes cidades de um país tão surreal
Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo pra descobrir
Que não é por aí... não é por nada não
Não, não pode ser... é claro que não é, será?
Meninos de rua, delírios de ruínas
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como tentar o suicídio ou amar uma mulher
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como lutar pelo poder
Lutar como puder

3 comentários:

Kaos Z disse...

nossa! linda essa letra hein?! vou procurar pra ouvir

Azia e Insônia disse...

Humberto escreve muito bem. Pena que essa coisa de pop interfere muito no processo de criações. Ei tru, já sacou o disco a revolta dos dândis? Tem muita música foda lá também!

Kisses

Cléo disse...

pois é truta concordo com vc ... o que o mundo pop não faz com as coisas interessantes e produtivas hein ... mas que o cara é foda ... ele é ... na real engenheiros, dessas bandas dos anos 80/90 brasileira que estourou é a melhorzinha ... pelo menos é melhor que capital e paralamas ... legião? EU GOSTO! xD
beijos ... seguimos ...

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