terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Rodeio, nessa ideia eu sapateio.





Já que estou refletindo sobre meus anos em Rio Preto - SP, estava vendo uns cartazes de manifestações anti-rodeio que rola e rolava naquela região. Incrível como a cultura viva dessa festa exploratória se faz presente no universo das pessoas do interior. Os araçatubenses, os riopretenses, os marilienses, entre outros enses sabem bem a quantidade de dinheiro que é arrecadada nessas épocas, a politicagem que come solta, são vereadores, deputados estaduais, prefeitos, empresários, mídia, agricultores, coronéis, ou seja, uma grande manipulação da elite interiorana para a realização de mais uma edição de tortura aos animais. Tudo para que? para satisfazer a superioridade do ser homem sobre o ser animal. Mas que estupidez!
Grande parte da cultura jovem dessas cidades interioranas se voltam pra esse evento com a mesma lógica do mesmo: explorar ao máximo TUDO! É extremo o consumo de álcool e drogas e batidas de carros, rachas por avenidas movimentadas. A trilha sonora, meus queridos, se fosse Tião Carreiro e Pardinho, como faziam nossos avós, seria a unica coisa que salvaria. Mas não é. Nunca mais foi! Não adianta remixarem sertanejos de raiz que não terá mais a mesma simbologia; aquela "cultura sertaneja do interior".
Mas, se há opressão, há resistência.
Rio Preto, nunca deixou de mostrar suas margens, suas raizes e de causar tempestades ... o interior é seco, é árido, é forte! Deixo vocês com um pouco do que Rio Preto e Região já fizeram pelos que resistem a dor da opressão. Um grande abraço ao Bi que segue na luta e tá abrindo trilhas pelo blog http://anarcopunkinterior.blogspot.com/








2 comentários:

Ana Gabriela Iasi Pilch disse...

Me lembrei de uma música do X-mal a mais conhecida chamada Matador.

Cléo Oliveira disse...

sei bem qual é ... amo demais ela xD

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